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quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

A reencarnação do "Messias"?

Quando escutei White Lies e me veio à cabeça quantos grupos chuparam o som do Joy Division e "imitam" o Ian Curtis, tive uma idéia maluca: se eu fosse religioso - mais especificamente, espírita - e acreditasse nesse lance de reencarnação, ficaria encucado pensando como ele poderia "ser" tantas pessoas ao mesmo tempo. Claro, a relação é estapafurdia. Não é porque um grupo (ou mil grupos) fazem música quase-que-como o Joy Division e também não é porque os vocalistas cantam quase-que-como o Ian Curtis que eles receberam a alma do falecido, não é?Mas isso é só lorota. Assim como é lorota eu imaginar que a Mallu Magalhães é a reencarnação do Renato Russo. Mas quero colocar um pouco de humor, aqui. Então, lá vão as suposições.
Recentemente, a revista Época São Paulo publicou uma entrevista com a tão falada menina-prodígio (não compartilho desta definição porque nunca escutei nada dela. Mas não foi por mal, viu?). É divertido reparar como ela faz a própria viagem na entrevista. Um lance meio nonsense-cool, que o Renato Russo adorava. Até se brinca por aí que ela usa drogas. hahahaha. Ela também tem aquela coisa de querer abraçar o mundo (e carregá-lo nas costas).
Pelo que deu para entender, ela não coloca esse lado Messias nas letras das músicas - ainda. Mas é cedo. No começo da carreira, o Trovador Solitário ainda não fazia isso (muito). Mas depois... Ela também parece - assim como o líder da Legião - em ter PRAZER em dizer que é muito machucada (ui). E que sempre sentiu como se tivesse o DEVER de carregar o mundo nas cosas.
Mas essa minha história é só papo-furado. Dá uma olhada na entrevista e se diverte. Tu vais ver que tudo o que ela sempre quis era "subir no ônibus e fugir com o circo". E também queria ser jornalista. Para fugir com o circo e entrevistar as pessoas na viagem. Enfim, acho que ela precisa ir naquele lugar que as pessoas não podem dizer o nome, mas que é a primeira letra do alfabeto repetida duas vezes (palavras do "Messias"). Ou coisa mais pesada. hahahahha.

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

O Pós-Punk nunca termina - Updated

O título deste post é uma referência ao filme "24 hour party people", cuja tradução para o português é "A festa nunca termina" conta, entre outras coisas, a história do Joy Division, puta banda que marcou história criando um novo gênero dentro do rock ( o pós-punk, tãdã!!!). Os grupos que foram enquadrados (palavrinha feia, que limita. Mas, enfim...) no estilo tinham as características do faça você mesmo, diretamente relacionadas à explosão punk dos anos 60 e 70. Mas se recusava a tomar a postura minimalista e raivosa e a adotar as regras estabelecidas pelo movimento. Em troca disso falavam sobre morte e desesperança, numa típica ode ao morbido e ao obscuro.
Recentemente uma AVALANCHE de grupos influenciados pelo Joy Division ganharam certa notoriedade no cenário alternativo mundial. Interpol, The Arcade Fire, Franz Ferdinand, Editors são os exemplos mais conhecidos. Todos eles, em maior ou menor grau, levavam o ouvinte - mesmo aqueles não muito atentos - a indentificá-los com a trupe do Curtis. Eu não tenho nada contra, muito pelo contrário. Oitenta por cento das bandas que relacionei estão entre minhas favoritas. E, eis que surge mais uma:
White Lies - o trio londrino promete surpreender no próximo ano - e, neste espaço, vou dar minha contribuição. Tem boas referências do pós-punk e mistura elementos de eletrônica em algumas músicas, deixando o resultado bem legal. Claro, não tem nada de novo. Mas eu gosto de ver que tem pessoas com bom gosto para fazer um revival honesto e decente. Até agora lançou um EP (Unfinished Business) e dois Singles (Death e To Lose My Life). Achou o nome dos disquinhos familiar? Hahahaha pois é, eu também. À noite, quando chegar em casa, disponibilizo algumas coisinhas por aqui. Também deve sair um texto bizarro sobre a Mallu Magalhães. Agüenta aí!
Escuta um pouco de White Lies, e tals.
Death








Unfinished Business








To Lose My Life








You Still Love Him









Jaja, se der na telha, eu coloco alguma coisa para ser 'puxada'.