sábado, 27 de fevereiro de 2010

2010

Como bom brasileiro, meu ano começa na próxima segunda-feira. E, ao que parece será um PUTA ano. Dá até medo de comentar. Mas vou vazando os acontecimentos durante os próximos dez meses, começando por agora:

Finalmente entrei na fila para o transplante de córneas. O prazo de espera está em mais ou menos dois anos, em Porto Alegre. C'est la vie, eu pensei na hora, e fui visitar minha avó, em Caxias do Sul. Lá, descobri que meu primo Nico (filho da irmã da minha avó) teve o mesmo problema que eu há alguns anos e passou pelo transplante nos dois olhos. Investigando mais a fundo, descobri que o tempo de espera para o transplante em Caxias é de seis meses.

Liguei 'a' com 'b' e mês que vem vou consultar com um oftalmo de lá, para ver a possibilidade de agilizar a cirurgia.
De resto, posso adiantar que consegui uma nova orientadora e que o TCC está ATRASADÍSSIMO. Mas isso se dá um jeito.

Mais na sequência e um 2010 foda pra todo mundo!!!
:D

P.s.: Quero ver se posto algo sobre esse meu primo, o Nico (também conhecido como Nico Nico Nico Nico Nicolau hehehe). Ele tem uns quarenta e poucos anos e é portador de Síndrome de Down. É uma figuraça. hahahahaa

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

O meu Vô Chico

Passei a manhã recordando do meu falecido bisavô, pai do pai do meu pai. Por nenhuma razão em especial. A imagem do velho Francisco - o Vô Chico - se aprochegou na minha cabeça e ficou. Lembranças das mais variadas percorreram a manhã. Obviamente, não eram aquelas que meu pai e meu avô tinham dele.
Aos oitenta e poucos anos, o velho Chico havia perdido um pouco o ranço e a dureza de homem criado na lida do campo e sem muito tempo para coisas que não fossem relacionadas ao trabalho. Não era, também, mais aquele homem que acreditava que o laço era tão bom para os animais quanto para os filhos. E, apesar de ouvir uma série de histórias, que retomavam a tempos remoto e as vezes desabonavam a imagem dele, Vô Chico sempre fora uma pessoa dócil e carinhosa para com os bisnetos.
Ainda se mantêm bem vivas na minha memória as situações em que ele me colocava no colo e me enchia de histórias sobre como era a vida quando ele era da minha idade. Eu, com meus 6 ou 7 anos, arregalava os olhos para ouvir causos de uma realidade que parecia tão infinitamente distante da minha (agora fico tentando imaginar como seria contar aquela histórias para as crianças de hoje, tão mais diferente está o mundo).
Em outras ocasiões ele me pegava desprevenido e me enchia de cócegas, até que começasse a chorar, de tanto rir. Mas, claro, também tivemos maus momentos. Quando ele inventava de me chamar de Vaguinho, a coisa ENCRESPAVA. Era uma emburração só e ficava corrigindo-o, puto da vida: "é Fa, vô, Fa". E ele passava o resto do dia me chamando de Fa. E foi nessa brincadeira que surgiu meu apelido de infância por parte da família paterna: Fa.
Mas uma coisa que lembro que ele nunca perdeu. Uma daquelas coisas que a gente NUNCA perde, por mais que o tempo passe: o conhecimento que só aqueles que aprenderam muito com a vida e pouco com a escola tem. Todas as vezes que via o meu Vô Chico, recebia uma lição. Não algo professoral, com o intuito de ENSINAR. Ele apenas sentava ao meu lado e me contava, ao pé do fogão a lenha, enquanto comíamos pinhões assados na chapa, como havia se safado das mais diversas situações. A intenção era, muito mais, entreter. Mas tenho certeza que ele sabia que ali, do lado dele, sentado, o Fa estava levando algumas coisas que lhe serviriam de bagagem para o resto da vida.
Há pouco mais de dezessete anos, o destino quis que ele nos deixasse. E, como última homenagem, eu cantei a música favorita dele:
César Passarinho - Guri

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Trilha sonora

Beirut - Elephant gun


Phoenix - 1901


Beirut - Nantes


Paralamas do Sucesso - Feira moderna


Interpol - C'mere


Fito Paez - Un Vestido y un amor


Little Joy - No one's better shake


Legião Urbana - Giz

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Sobre sentir falta e algo mais!

Eu ainda me engano com algumas coisas. E tenho ímpetos de fazer bobagens homéricas que só serviriam para me constranger e piorar as coisas. Mas o fato é que sentir saudade dói. E em alguns momentos eu daria qualquer coisa para poder ouvir a voz dela de novo. Para ver seu sorriso mais uma vez. Para me admirar com o bom gosto musical. Para vê-la de vestido - os mais bonitos para um cara apaixonado. Ou simplesmente ficar olhando ela dormir.

Mas não, né? Daqui dois dias completaria um ano que eu passei tentando e tentando e TENTANDO. E imaginando que ela seria a mulher da minha vida e que iríamos morar na Europa juntos (hahahahahahahahaha). E, nesse um ano, aprendi, definitivamente, que gostar de alguém não basta! E, princpalmente, que quanto mais a gente se dedica à outra pessoa, mais ela vai usufruir de ti e menos ela vai te dar em troca.

Então eu sigo aqui. Eu e minha saudade. Até o dia em que ela também decidir me abandonar!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

El mamut chiquitito



Hahahahaha
Tinha esquecido dessa parada. Acho que assisti umas 9435385452345834857 vezes, hoje. hilário

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

O fim de uma nação - um recomeço ou a iminência do fim do mundo?

Na terça-feira foi possível - mais uma vez - ter a dimensão da destruição que a natureza pode causar. Pode-se justificar o fato da forma que quisermos: ira divina, revolta da natureza, uma tremenda má ventura, não importa. Fato é que, desde a última terça-feira, o Haiti deixou de existir. Pelo menos como o conhecíamos até 12 de janeiro de 2010.

O fim de uma nação sempre é sofrível. Mas, em alguns casos, é, acima de tudo, uma oportunidade para recomeçar. O país centro americano era um dos mais pobres do mundo e, durante sua história, a população local padeceu de todas as mazelas imagináveis, desde a intervenção externa em inúmeras oportunidades até as catástrofes naturais. Os terremotos que assolaram o país foram o desfecho final de algo que já se previa: o fim de uma era, pelo menos para aquela pequena porção de terra no caribe. Há chegado o momento de começar algo novo. Ajuda é o que não falta. A comunidade internacional está, mais uma vez, travestida em seu bom mocismo de ocasião. Celebridades, governos, mercado financeiro, empresas de todos os portes e até pessoas físicas estão prontas para contribuir com este novo início.

Não entrarei nos méritos, afinal, o povo haitiano realmente necessita de todo apoio. Pouco me importa se o Brasil encabeçará a reforma do Haiti para aumentar as chances de obter um assento no Conselho de Segurança da ONU; nem que os bancos liberarão um pouco do capital flutuante (um dinheiro que, na verdade, não existe) para melhorar a credibilidade perdida com a crise mundial. Ou se alguma estrela destinará parte de sua fortuna para que as capas de jornais destaquem seu altruísmo. Essas atitudes são imorais, porém fazem parte do jogo, principalmente quando no meio do tabuleiro há uma tragédia deste porte. Infelizmente as capas de jornais são a principal vitrine - e o principal termômetro - da nossa sociedade.

Mas, mais do que isso, é o momento de revermos nosso papel no mundo. É hora de mudarmos nossas atitudes para com o meio ambiente e, principalmente, para com as pessoas no dia a dia. De entendermos que pequenos atos (como separar o lixo, trocar o carro pelo transporte público ou pela bicicleta, não jogar lixo no chão, evitar o consumo de plástico, tornar rotina o uso de expressões como "obrigado", "por favor", com licença, isso para citar apenas as situações mais simples) podem contribuir para evitar que episódios como este aconteçam. É tempo de tornarmos nossa cidade (e, por consequência, nosso Estado, País e por aí vai) mais habitável.

O papo pode parecer riponga e recheado de hipocrisia puritana, mas não é. Também não tem nada a ver com o ambientalismo de vitrine que discute balelas como o aquecimento global, tão distante nos afetar. Mas se há uma coisa que eu acredito, é que a natureza reflete exatamente o que fazemos com ela. E, antes que consigamos destruí-la, ela fará isso conosco, com certeza. Então é a hora. Ou recomeçamos - junto com o Haiti - ou começamos a nos preparar para o fim do mundo. Ou, pelo menos, como já cantou Michael Stipe, para o fim do mundo como o conhecemos. E que todos se sintam bem!

R.E.M - It's the end of the world as we know it (and I feel fine)

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

É a vida!

Mas parece que eu não aprendo, mesmo!


quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Felicidade

O que era carranca se tornou sorriso. O mau humor se transformou em alegria. O antigo silêncio matinal deu lugar ao bom dia. O sono, que antes a perseguia até tarde da manhã, agora vai embora bem cedinho para deixá-la sair a rua. E, todas as manhãs, às sete horas, ela o leva até o portão do prédio. Espera que ele monte sua moto e saia soltando fumaça, vestindo sua surrada regata branca. Os que passam acabam pensando: a regata e a 125 cc devem ser as únicas coisas que ele pode oferecer a ela. Mas o sorriso deles faz todos perceberem que aquilo que um oferece ao outro lhes basta. Dizem que é isso o que chamam de felicidade.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

"Às vezes bons momentos eram tudo o que precisávamos"

Jeff Tweedy e Jay Bennetti eram dois baita filhos da puta. Nada traduziria melhor minha situação atual do que essa música!