quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Notícias de uma guerra particular

Em tempos de ócio infinito tenho oportunidade de atualizar um pouco meu lado cinéfilo. Dediquei uma hora da minha madrugada de ontem ao documentário, produzido pel Katia Lund e pelo João Moreira Salles e lançado em 1999, "Notícias de uma guerra particular". Mais que um depoimento sobre a atuação do crime organizado nos morros do Rio, o filme é o retrato de uma sociedade que perdeu o controle dentro dos embates entre policiais e criminosos e, principalmente, que já não consegue reconhecer quem é mocinho e bandido nessa história.

Um capitão do BOPE, o chefe da polícia civil do RJ - o respeitadíssimo Hélio Luz que, infelizmente, jogou a toalha no combate à criminalidade -, traficantes e moradores de favelas cariocas posicionam o expectador no contexto em que milhões de pessoas vivem tanto com medo da polícia quanto dos bandidos, além de pincelar o papel do Estado como alicerce para o desenvolvimento da corrupção e da criminalidade.

O enredo é esclarecedor não só por conta da participação de especialistas em segurança pública - que dão a cara a tapa ao fazerem afirmações como "o tráfico é um bom negócio pra quem está na favela. Só não entende isso quem nunca nunca ficou desempregado, nunca passou fome". Notícias é uma aula dada pelos próprios traficantes e pela comunidade local, que, embora tenha consciência que o crime organizado não substitui o Estado, vê nos traficantes uma forma de proteção, já que, com medo de subir um morro, os policiais "não chegam na nossa casa chutando porta e batendo em todo mundo".

Enfim, vale a pena conferir, principalmente porque o documentário é extremamente acessível e pode ser encontrado no Youtube. Pegae, então!

Parte 1


Parte 2


Parte 3


Parte 4


Parte 5


Parte 6


Parte 7

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Mais uma etapa superada!

Obrigado a todos que torceram por mim. ;)

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Sobre escolhas e a inveja

Invejo aqueles que tem a coragem de ser o que querem. É aquela inveja boa, quase uma adoração, claro. Mas não deixa de ser inveja. Poderia chamar, também, de vergonha. Tenho vergonha de não ter a coragem de ser o que quero.
Falo daqueles que dão a cara a tapa, que expõem o que pensam fora das conversas de bar e das rádios-corredores das empresas. Invejo os amigos que abdicaram de dinheiro, status, conforto e estabilidade para atender a seus desejos.
Também tenho o mesmo sentimento pelos que perderam o que tinham - um bom emprego, mulher, etc. em nome de uma CAUSA.
Sim, ainda tenho muita inocência. Mas não é o suficiente para jogar tudo pro alto e encarar os MEUS desejos. Só espero conseguir e desamarrar dos apegos antes que seja tarde demais!

sábado, 10 de julho de 2010

E então, Charlie Brown

...o que é amor pra você?
- Em 1987 meu pai tinha um carro azul
- Mas o que isso tem a ver com amor?
- Bom, acontece que todos os dias ele dava carona pra uma moça. Ele saía do carro, abria a porta pra ela, quando ela entrava ele fechava a porta, dava a volta pelo carro e quando ele ia abrir a porta pra entrar, ela apertava a tranca. Ela ficava fazendo caretas e os dois morriam de rir.
...acho que isso é amor.

Charles Schulz era, simplesmente, mágico!

sábado, 3 de julho de 2010

Uns mais iguais que os outros!

Numa dessas andanças tuiterísticas, cheguei até o blog de uma moça, a Luana Bernardes - ela Maringá, pelo que parece. O texto mais recente era sobre uma das minha bandas favoridas de todos os tempos, os Engenheiros do Hawaii. Eles embalam meus momentos desde a infância e o Humberto, na sua retórica prolíxa, quase initeligível, é, para mim, o grande discípulo de Antoine Lavoister, que pregava que 'nada se cria, tudo se transforma'.
Bom. Chega de blablabla. Copio o texto dela abaixo. O original está aqui. É um ótimo resumo para a geração que nasceu dos anos 1980 e tiveram o privilégio de conhecer a obra do Humbertão. Ah, claro. Bisbilhotem bastante por lá. Tem muita coisa bacana.

Cena 16: Aumente o volume e aperte o play!
Ela não se recorda exatamente da ordem dos fatos, sua memória com o passar do tempo, tem preenchido as lacunas com um bocado de imaginação. Portanto, ela imagina que as coisas tenham se passado quase assim:

"Em uma manhã sem importância em uma semana sem importância, no final dos anos 90, ouviu no rádio da sala dos sofás vermelhos algo completamente distoante do que havia ouvido até então. Era um ritmo pulsante, vibrante, alegremente triste - mágico instante."

"Longe Demais das Capitais":
Tratava-se de uma banda gaúcha nascida no início do anos 80 onde toda a rebeldia juvenil ganhara fôlego nas influências entrangeiras que gritavam de forma intensa no peito de quem queria ser ouvido.Era o Rock'n'Roll confirmando as suas raízes em solo tupiniquim, incentivado pelos ensandecidos e pelos cansados de idolotrar os mesmo ídolos que seus pais.
Essa banda, continha músicas repletas de ironias, críticas e analogias inspiradas em Filosofia, História, Política, Folk, The Police, Rush e Pinky Floyd - coisas que ela só descobriria mais tarde, naquele primeiro momento, bastava o fascínio exercido pela melodia e pelo timbre dos vocais. De qualquer forma, gravou a poesia das letras na memória e quando a sua própria revolta juvenil se tornou mais evidente, essas canções estavam todas lá.
Essa mesma banda foi o caminho para todas as outras, de décadas anteriores ou posteriores, todas estavam de alguma forma conectadas a essa que muito antes já exercia nela fascínio ímpar.

"Simples de Coração":
Quase uma década mais tarde dessa descoberta fortuíta, ela encontrou aquele a quem ousou chamar de "A Lenda". O coração entrou em disparo acelerado, as mãos tremiam, a garganta secou e tudo o que conseguia racionar naquele breve momento não passava de "Ele existe!"
Desaprovou o moicano exagerado e o dente de ouro que ele agora exibia, e assim aquele instante ficou registrado numa capa autografada de cd e numa fotografia onde a sua tensão ficou visível pelos lábios que não conseguiu parar de morder até sangrá-los (hábito que ela ainda repete masoquistamente até hoje).

"Somos Quem Podemos Ser":
Muitas histórias suas foram cantadas por essa banda, de "Terra de Gigantes" à "Refrão de um Bolero" passando por "Eu Que Não Amo Você", "No Inverno Fica Tarde + Cedo" e "Simples de Coração", todas essas e muitas outras se tornaram parte da sua trilha sonora particular, resultando hoje em um misto de admiração e nostalgia, fascínio e saudade.

"Lado a Lado":
"A Lenda" ainda existe, sua banda já não mais. Talvez voltem ou talvez façam apresentações isoladas, seja como for, a gratidão por ter injetado o primeiro acorde vibrante em suas veias ainda existe, e assim sempre será.

"Novos Horizontes" (se não for isso, o que será?):
Atualmente, Humberto Gessinger não está mais a frente dos Engenheiros do Hawaii e roda o país com o Pouca Vogal, sua dupla com Duca Leindecker (Cidadão Quem).
Enquanto isso, a dona dessa história expandiu ainda mais seus horizontes musicais e hoje é viciada em bandas independentes, nacionais ou não.

P.s: esse texto deveria ir pro meu blog de música. Mas ele ACABOU, só para informar.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Um dia

Um dia a gente acorda e vê que, na verdade, ama mesmo o amor que sentia e não a outra pessoa. E tudo começa a morrer. Não é fácil, é claro. Tem dias, inclusive, que tudo parece mais difícil que nunca. Mas eles vão rareando e as coisas vão entrando em ordem novamente. Até mesmo porque é difícil acumular tanto amor sem ter com quem dividir. Um amor torto, cheio de falhas, meio doentio, é verdade. Afinal, ele não tem manual de instruções.
E, enquanto não há com quem compartilhar, ele fica lá, azucrinando, machucando, querendo sair sem ter para onde ir. Mas é melhor ter esse amor do que não ter nenhum. Agora, ele está ali, preso, esperando o dia de se libertar.
Sinto-me bem, assim. Saber que se pode amar mesmo sem ter a quem é melhor do que distribuir esse amor a quem não o quer!

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Today

Is the greatest day!

terça-feira, 25 de maio de 2010

Cat Power (Porto Alegre, 20-05-2010)

Um dos shows mais absurdamente lindos que já vi. Com o tempo, vou adicionando mais vídeos. E viva o Youtube!

The Greatest + Lived in Bars

Metal Heart

quinta-feira, 13 de maio de 2010

O começo

Pode-se dizer que tudo começou na faculdade, afinal, eram colegas. Talvez no show em que se encontraram e conversaram pela primeira vez. Sim, seria mais razoável. Ele realmente tinha aquela data como o marco. Mas não do jeito como imaginam. Não foi quando ele a beijou que tudo começou, nem quando eles saíram dali e, entorpecidos pelo álcool, vagaram por bares estranhos e terminaram a noite sozinhos. Foi justamente nesse momento que as coisas começaram a se transformar.

Ali, sem ninguém por perto, ele descobrir que estava diante de algo muito mais interessante que um rostinho bonito. A capacidade de impor-se, a força que transmitia, a força de personalidade, o erotismo; tudo isso o encantou. Deu-se conta que, para o bem ou para o mal, não havia, até então, conhecido alguém como ela.

Aquela situação fez com que sentisse algo muito estranho. Algo que já havia sentido, mas nunca de forma tão imediata e intensa. Era assustador. Mas, ao mesmo tempo, naquele momento, era o sentimento mais bonito que já o acometera. De outra forma, não se pode dizer que a noite tenha sido perfeita. Alguns probleminhas de percurso ocorreram e, acho que para ela, a situação foi meio decepcionante. Tudo levava a crer que aquela seria uma noite como qualquer outra, onde um cara conhece uma mulher interessante, os dois aproveitam (ou não) o momento e, seguem seu rumo.


Claro. Era isso o que aconteceria, não fosse o fato de, no momento em que ela dormiu, ele estava abraçado nela. Para não acordá-la, assim passou a noite inteira. E nas horas que passaram até o despertar dela, ele a admirou e, sentindo o corpo dela junto ao seu, se enamorou.

Ela acordou, e ele a beijou e a abraçou como se aquela fosse a única coisa que ele poderia fazer. E, quando ela sorriu, ele deixou escapar aquilo que já tinha certeza: “acho que estou me apaixonando por ti”. E, pela primeira vez na vida, ele percebeu que poderia estar amando alguém!

A história deles, depois disso, todo mundo sabe.

domingo, 9 de maio de 2010

Más guapa que cualquiera


Joaquin Sabina, Fito Paez e Andres Calamaro. E era isso!